Em um movimento estratégico voltado para a modernização do parque industrial e a atenuação dos impactos climáticos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em conjunto com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), anunciou a abertura de uma nova chamada pública vinculada ao programa “Mais Inovação Brasil”. Divulgado oficialmente no dia 6 de fevereiro de 2026 e com prazo final para o recebimento de propostas estipulado para 31 de agosto do mesmo ano, o edital visa viabilizar financeiramente projetos de tecnologia limpa e soluções de baixo carbono. Como regra central, a iniciativa exige que o setor privado brasileiro estruture parcerias formais com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), almejando não apenas a pavimentação de uma economia verde, mas também a redução da dependência tecnológica do país e a criação de postos de trabalho de alta especialização.
A atual conjuntura econômica global demanda uma rápida adaptação das matrizes produtivas, um cenário no qual o Brasil tenta se posicionar de forma competitiva. A nova chamada pública faz parte dos Programas Estruturantes e Mobilizadores geridos pelo MCTI e está intimamente ligada ao Programa de Inovação para a Industrialização em Bases Sustentáveis.
Os documentos oficias revelam que a meta primordial da ação é alavancar a reindustrialização do território nacional utilizando o progresso científico como esteio. Para que isso ocorra, o edital foi desenhado para atuar em sintonia com missões prioritárias do Estado. Além da própria transição energética, as inovações submetidas devem dialogar com áreas consideradas vitais, como a transformação digital, o aprimoramento da saúde e o fortalecimento da defesa nacional. Dessa forma, a administração federal procura interligar o avanço do setor produtivo à responsabilidade ambiental.
Para materializar essa política pública, a chamada foi dividida em oito grandes eixos temáticos focados primariamente na diminuição drástica da emissão de gases poluentes na atmosfera e na diversificação da oferta energética nacional.
Outro foco de extrema relevância presente na convocatória diz respeito ao ecossistema do hidrogênio de baixa emissão de carbono. As agências governamentais pretendem incentivar todas as etapas produtivas do chamado “hidrogênio limpo”, passando pela sua síntese, métodos de armazenamento seguro e aplicação final. Tal tecnologia é apontada pelos especialistas do Ministério como uma solução crucial para setores da indústria pesada que, historicamente, esbarram em limitações técnicas para descarbonizar suas operações.
Por fim, o edital destina atenção especial à infraestrutura responsável por garantir a estabilidade do sistema. Há um direcionamento claro para projetos voltados ao armazenamento de energia, priorizando o desenvolvimento de baterias e sistemas afins que ofereçam índices superiores de eficiência e segurança.
A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação assegura que o fomento tem o potencial de elevar o país a outro patamar competitivo no mercado internacional sustentável. “Estamos estimulando o desenvolvimento de tecnologias que tornam o Brasil mais competitivo, mais sustentável e mais preparado para os desafios da transição energética”, pontua a chefe da pasta. O impacto social da medida também ganha evidência. Ao estabelecer que as empresas submetam propostas, até o final de agosto, exclusivamente sob o formato de consórcio com as ICTs, o Governo projeta um ciclo virtuoso de capacitação. O objetivo principal dessa sinergia é a criação de novas oportunidades profissionais, impulsionando a abertura de vagas de emprego que exijam elevada qualificação técnica.